sexta-feira, 30 de outubro de 2015

Guia do colecionador - Mídias e Formatos


Caros amigos leitores, antes de qualquer coisa, acho necessário deixar uma coisa bem clara: não estou aqui estabelecendo uma verdade ou afirmando que quem pensa diferente não é um colecionador. Mesmo porque posso perfeitamente mudar de opinião no futuro baseado em mais experiências e na troca de ideias com os amigos.

O guia foi dividido em várias postagens temáticas. Elas poderão ser acessadas através do menu "Opinião" localizado abaixo do título do blog, conforme forem sendo publicadas. Os temas escolhidos seguem abaixo e sua ordem de publicação não será necessariamente como exposto. Fique a vontade para opinar, criticar, corrigir ou acrescentar e boa leitura!

Ideal
Mídias e formatos
Cuidados e conservação
Equipamentos e ambiente
Buscas e compras
Exposição e compartilhamento
Empréstimos, doações e trocas
Apreciação
Conhecimentos


Mídias e formatos

Todas as mídias são válidas e incomparáveis. Todas têm suas especificidades, características próprias, proporcionam experiências distintas e retratam sua época. A maneira como a música é gravada em um LP difere da de um CD ou K7. Todas elas têm uma concepção estética própria e que podem ser valorizadas e apreciadas. A experiência de ouvir um CD é bastante diferente daquela que passamos ao ouvir as outras mídias e vice-versa. Apreciar mais um determinado tipo em comparação aos outros é algo totalmente subjetivo. Por mais que existam características técnicas que "na ponta do lápis" ou na tela do osciloscópio possam garantir alguma superioridade de uma mídia sobre a outra, a experiência é sempre humana e individual.

Há sempre que se considerar qual foi a mídia escolhida originalmente pelos músicos para registrar seus trabalhos, pois toda a produção e gravação leva em conta as características dela. Isso não significa necessariamente que uma remasterização ou transposição de uma mídia para outra deixará o resultado final pior, mas certamente diferente. Rolo, LP, K7, VHS, DAT, CD, DVD, BD e etc são bacanas e podem gerar belas e prazerosas coleções. Optar por uma em detrimento das outras é uma escolha pessoal válida, mas que priva o colecionador de ampliar sua própria experiência.


Já sobre os formatos a coisa é diferente. Fora os originais, penso que os demais não tem valor colecionístico. Os arquivos MP3, FLAC e outros, entretanto, têm sua utilidade. Um item de coleção não deve sair de casa, nem para passear de carro. Devem ir do local de armazenamento para o respectivo player e dele de volta ao local de armazenamento. Sendo assim, esses formatos podem ser aproveitados para levar as músicas com você, ou seja, no celular, Ipod, pen-drive, CD-R e etc. Outro uso interessante é quando você quer presentear ou divulgar músicas aos amigos (falarei sobre emprestar itens em outro tópico). Finalmente, e talvez o mais importante, eles servem pra que conheçamos as músicas ANTES de adquirir as mídias físicas. Não acho que um colecionador deva sair por aí comprando tudo, deve saber antes minimamente o que está adquirindo. Para tomar esse primeiro contato com as obras, não acho bacana baixar músicas ou discos - embora confesse que já fiz muito isso no passado -, para esse fim, os serviços de streaming como o Spotfy, Youtube e outros servem satisfatoriamente e hoje em dia são extremamente acessíveis a todo o colecionador interessado, logo não há mais a necessidade de baixar. Por outro lado, ter um acervo de arquivos MP3, FLAC ou outro mais interessante no computador pode ser bastante conveniente, mas não de arquivos baixados e sim conversões de arquivos oriundos dos itens originais da sua própria coleção.

Até o próximo tópico!

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